o primeiro poema

porque eu te amei(amei?)e te disseque te escrevi teu último poemanão quer dizer que eu não os escreva mais mas esses não entrarão nos compêndios serão meusda minha liberdadede te falar nas entrelinhasescancaradas, é certomas não estão direcionadaspode abrir sua caixa de emailsnão haverá nada esses poemas de agorapodem ser de quem quiser pegá-losestão porContinuar lendo “o primeiro poema”

quando chove uma chuva persistente

acordei cinza a minha contradiçãotem o nome tristezadaquelas que parecempassageirasem dias de chuva persistentemas presentes, o suficiente,para desmoronaras fortalezas daquelas que apertam o peitodiminuem o viçopuxam pro solo abaixoum corpo cheio de vidanuma hora cheia de alegria eu deveriaser mais atentana presença do meu corpo a tristeza me desafia duvido da própria forçaescarro muitas palavraseContinuar lendo “quando chove uma chuva persistente”

O poeta inventa viagem, retorno e morre de saudade

Saudade deve ser uma herança que carrego dos antepassados portugueses. Sinto saudades de tudo, até do futuro. Ao menos é o nome que dou a uma certa ansiedade que se mistura a um sorriso bobo de quem gosta do que viveu ou do que vai viver, mesmo sem saber exatamente o que virá ou semContinuar lendo “O poeta inventa viagem, retorno e morre de saudade”

karine aos 25

ela chegou sem pressae de surpresatinha a calma de quemparecia saberque viria para trazerdoçura e fazer nascer uma cançãode encantamentoe conciliação ela cresceu iluminadade cabelos cacheadosdourada dona de um afeto absurdosaiu por aí distribuindo beijoscarinhos, afagos que nuncapoderiam ser negados mas ela é hojeainda uma criançaporque na sua belezade se tornar gente grandeguardou aquele olharcurioso,Continuar lendo “karine aos 25”

do amor, que nunca é demais

quando chega a sua hora o mundo estoura a placenta corporifica um jardim florido a vida ganha colorido diferente derrete a neve necessária e vem a primavera quente anunciando o verão fertilidade é que de repente tudo se torna possível potente amor é força que move  de todas as formas em todas as tribos oContinuar lendo “do amor, que nunca é demais”

uma crônica no dia da cultura

escrevo, nesse dia da cultura, uma crônica do meu dia que, desconfio, pode até falar da cultura, mas não tenho tanta certeza. só sei que eu pensei nela o dia inteiro. então pode ser que sim, que eu fale da cultura. meu dia hoje foi marcado, basicamente, por discussões, leituras e escritas. um dia cultural?Continuar lendo “uma crônica no dia da cultura”

o último poema

é chegada a hora do silêncio uma hora de faxina muitas caixasserão necessáriasalguns buracosalgumas estradaspara novas esquinas é chegada a hora do espiapra que um diao peixe certo venha à rede é chegada a horade pôr em questãotoda melancolia de esquecer o passadotanto quanto o futuroporque é horade concentração pouca noitemuito dia é chegada aContinuar lendo “o último poema”

2 por 4

à doce melancolia do samba meu coração, que é bamba, não resiste e canta, como se amanhã o mundo não mais existisse canta aquele rio que passou em minha vida e levou meu coração que assobia rio denso, águas turvas o samba, nesse corpo enluarado, me alivia VanessaeVanessa

Poesia de outubro

o mar é minha calmanos dias friostão mais meuno maremoto internosilábico, de mim e me ensinaa sersilêncio queria sabercomo não precisar das palavraseu que me lambuzo nelasaté engasgar pois depois de um tempo resistindo a ele,o silêncio,ao reencontro com o que desejode mais intenso,a estar só depois de algum tempo resistindoa um choro que nuncaContinuar lendo “Poesia de outubro”

Um fim de semana de um mês já passado

estou trocando a pele nesta noite de domingo.aguardo, com as unhas cor de vinho,que meu coração suspenda a ansiedade.aceito o triunfo da fortuna.é preciso deixar o universo agir.foi-se a sexta e sua euforia.foi-se a sexta de um embate.interminável reunião.foi-se a sexta da obrigação.a sexta que da calmaria passou longee me deixou ansiosa de vontade…foi-se oContinuar lendo “Um fim de semana de um mês já passado”