Vanessa

venha vida!venha com tudo!mantenha-se no ritmo que estáe continue me trazendoessas coisas todasque havia reservadopara que só chegassem agora passaram-se os anos foram intensosforam necessáriosforam dolorosos e então,eis que é festa o meu coração ainda tateando…mas pulsa mais leveanda de saiaque balança com o ventose ele sofre?mas é claro!porém, hoje, ele rihoje, ele respira entãoContinuar lendo “Vanessa”

mensagem na garrafa

o que pode,um encontro de oceanos,ser capaz de produzir? nado num mar desconhecido eu, atlânticavocê, pacífico como escrevi um diatomada por uma febre,também ela, oceânica perguntose será tsunamisudoesteou calmaria estarão os barcosà deriva? cada um de nósimensidãotanto ainda desconhecidolá nas profundezas escuras cada um de nósamplidão mas para alívio do corpo marítimoo tempo do oceanoContinuar lendo “mensagem na garrafa”

o garoto do 415

reparei em vocêcaladoem pé num 415 lotado era bonitotinha rosto de meninoembora cansado parecia não ser maistão menino assim eu te olhavavocê me viuacho que gostavada música que eu ouviaquando sorriulendo meus lábiosao me ver cantarolar minhas tatuagenschamavam seu olhare eu cantava despretensiosaespiava da janela, a noite eu poderia ter falado com vocêe até agorapassadoContinuar lendo “o garoto do 415”

fragmentos de uma carta para ele

do seu olhar escandaloso alivio um gritodo alto do meu ego destruído respondo pela calmaem ondas de respiração profunda(e é preciso ter postura) por isso durmoclamando por nadapor um espaço vazio de sentidoem uma existência apaixonada acreditando no acasoe também nas suas falhasde tempo que se esgotaquando o acontecimentose instaura e não me farei deContinuar lendo “fragmentos de uma carta para ele”