um ano depois…

Escrever é um vicio terrível, daqueles quase incontroláveis, químicos. Dá trabalho, cansa, me faz dormir tarde demais (porque quando começo só consigo parar quando sinto que o texto, como uma gestalt, se fechou…). Mas eu não sei viver sem… Porque é também a minha forma de digerir e processar as coisas. Sempre que o cotidianoContinuar lendo “um ano depois…”

novos poemas encontrados num caderno

o estranhamento no espelho nessa hora da madrugada não houve sono posso dizer que não houve nada estranhamento de si… do meu rosto, que tanto reconheço no silêncio e houve tanto barulho essa madrugada… mas que importa o sono que importa o sonho… queria eu apenas o gosto da calmaria no meu coração sem donoContinuar lendo “novos poemas encontrados num caderno”

canto

fez-se calmaminha ansiedadeque à luz palpitava fez-se silêncio, então,o que sedento pulsava fez-se o tempo…aquietou-se o campoesplendorou-se o vento atravessei flores a tomar chá de jasmim, pensava e busquei, dentro de mim,a harmonia do mundo que dançava atravessei pilotis senti aquecer, o sol, meu rosto e cruzei imensas estradasencarando o meu desgosto havia fome, frio,Continuar lendo “canto”

aceito

aceitodica de bolofilosofia pra queimar o miolouma taça de vinhoum caliente carinhobanho de chuvamesmo no frioloucura na ruapoesia sem rimaaceito um doceum sonhoum sentidouma música novaum novo vestidoflores, festas, cervejasgente que amacomida na mesa projeto de vidaprojeto de um diacriança na praçadomingo preguiça aceito tristezapra lembrar da alegriamas aceito alegriapra ganhar o dia aceitonesse frio,Continuar lendo “aceito”