Depois das ruínas

Sobre adentrar recônditos escuros,Espera-me, amor,Que as ruínas são nossasPara compartilharmosDa sede da reconstrução. Há um gosto amargoLançado ao chão?Eu só vejo luminânciaNeste castelo repletoDe teias de aranha. Cada pedaço de madeiraQue despenca na dormênciaDos nossos coraçõesÉ o fogo-fátuo que nos despertaDe uma sombria hipnose. Faz-se um clarão ao longe,No subterrâneo,E há sempre um corpo queContinuar lendo “Depois das ruínas”