Poema para renascer

Foi antes da madrugada da vidaQue ficou a minha luminosidadeE as borboletas se tornaram sombrasPor muito longo e tortuoso tempoVoando ao redor dos segredos Mas no agora o sol reluzComo nasce atrás das montanhasNa plenitude dos dias azuisE se põe no mar aos olhosEstupefatos dos adoradores do verão Só no agora, neste instante presente,No qualContinuar lendo “Poema para renascer”

Revelação

Escrevo poesia quando menos esperoNo aguardo da poesia mesmaOu flertando com aquelaQue brota do concretoTodo o tempo ela assopra no meu ouvido:vai, Vanessa, me revela!E as palavras me saemComo vazamentoNo bueiro da calçadaInvadindo a arquiteturaE toda a forma muito bem estruturadaSuja, bela, inesperadaPalavra amorfa que se amoldaAo que transbordaNessa hora eu poderia ser qualquer coisaChão,Continuar lendo “Revelação”

Diante do concreto

Disponíveis antes que a força brutaDesmantelasse os ossos de tempos sofridosEstávamos, eu e tu, diante do concretoO relógio marcava 23 horasChovia fino, havia silêncio, fazia calorTeus olhos quase claros e gestos singularesNão davam margem para dúvidasE eu permanecia sentada observando,Como se a qualquer momento o mundoFosse entrar em guerraE seríamos os dois, em duvidosa moral,carregadosContinuar lendo “Diante do concreto”

Nós, os egoístas

Ah! Como são tantos a falarDos geminianos sem coraçãoQue se importam, mas não tantoEsses de alma tortaQue mudam de casaMais que de sapatoE começam e começamA deixar os fins para os outrosOu nas palavras rabiscadas em cadernos– Porque não há fimTanto quanto só há fim –Nós, os obscurosEstudantes dos astrosPara quem a vida é umaContinuar lendo “Nós, os egoístas”