Revelação

Escrevo poesia quando menos esperoNo aguardo da poesia mesmaOu flertando com aquelaQue brota do concretoTodo o tempo ela assopra no meu ouvido:vai, Vanessa, me revela!E as palavras me saemComo vazamentoNo bueiro da calçadaInvadindo a arquiteturaE toda a forma muito bem estruturadaSuja, bela, inesperadaPalavra amorfa que se amoldaAo que transbordaNessa hora eu poderia ser qualquer coisaChão,Continuar lendo “Revelação”