Na escala Beatles, quem você seria?

Foi dada a largada! Eis o primeiro texto de muitos deste 2022. Sejam bem-vindas e bem-vindos. Levei um tempo pensativa sobre o tema com o qual começaria a série de escritos deste ano em que me tornei uma pesquisadora das sombras. Para quem ainda não sabe, estou iniciando uma pesquisa de doutorado com base na... Continuar Lendo →

Será que um dia conseguiremos reduzir a violência?

Texto publicado no Medium em 15/03/2021 Essa tem sido a pergunta que não quer calar na minha mente já há algum tempo. Ela me levou ao meu atual objeto de pesquisa, por ser ele as origens da violência: o ódio. O título é provocador: eu insiro todos nós no dilema. Portanto, se você chegou a... Continuar Lendo →

Depois da conversão da noite

Espreguicei no silêncio, A alma repleta de sábado. Respirava fundo, Sentia o cheiro de luz. A madrugada, úmida, Tinha som de marolas E de grilos preguiçosos. Lá, extasiada, fui convertida À igreja do corpo E das memórias perdidas. Acharam-se, elas, numa lua escondida Num céu de nuvens-bálsamo Encoberto pela escuridão. Cresci um tanto de centímetros... Continuar Lendo →

Planeta Mar

Quando me apresentaram a tiEu era uma criançaE tu já eras uma entidade:Aquela que deveria nomear o planeta,Planeta Mar.Desde então,Eu que nasci nas montanhas,Te ouço chamar meu nome.E tuas infinitas cores,Conchas, ondas, corais,E a vida marítima toda que se agitaSobre ti e dentro, em tua musculatura azul,São poesia que me levam a acreditar.Basta que eu... Continuar Lendo →

Poema para renascer

Foi antes da madrugada da vidaQue ficou a minha luminosidadeE as borboletas se tornaram sombrasPor muito longo e tortuoso tempoVoando ao redor dos segredosMas no agora o sol reluzComo nasce atrás das montanhasNa plenitude dos dias azuisE se põe no mar aos olhosEstupefatos dos adoradores do verãoSó no agora, neste instante presente,No qual o passado... Continuar Lendo →

Revelação

Escrevo poesia quando menos espero No aguardo da poesia mesma Ou flertando com aquela Que brota do concreto Todo o tempo ela assopra no meu ouvido: vai, Vanessa, me revela! E as palavras me saem Como vazamento No bueiro da calçada Invadindo a arquitetura E toda a forma muito bem estruturada Suja, bela, inesperada Palavra... Continuar Lendo →

Diante do concreto

Disponíveis antes que a força brutaDesmantelasse os ossos de tempos sofridosEstávamos, eu e tu, diante do concretoO relógio marcava 23 horasChovia fino, havia silêncio, fazia calorTeus olhos quase claros e gestos singularesNão davam margem para dúvidasE eu permanecia sentada observando,Como se a qualquer momento o mundoFosse entrar em guerraE seríamos os dois, em duvidosa moral,carregados... Continuar Lendo →

Nós, os egoístas

Ah! Como são tantos a falarDos geminianos sem coraçãoQue se importam, mas não tantoEsses de alma tortaQue mudam de casaMais que de sapatoE começam e começamA deixar os fins para os outrosOu nas palavras rabiscadas em cadernos- Porque não há fimTanto quanto só há fim -Nós, os obscurosEstudantes dos astrosPara quem a vida é uma... Continuar Lendo →

Humanos

No insondável, habitamosSólidos, planetáriosTrajamos corpos limítrofesCom almas imortaisJá nos havíamos encontradoQuando, onde, que importaQuanto tempo tem uma vida?Quantas vidas cabem na aorta?Estamos no agoraE carregamos naves insanasNo meio do peitoQue polidas no viverInvadem a massa cinzentaDe nossa arrogânciaE observam, elas, a maravilhosaPerfeição da impertinênciaDe sermos, tão somente, humanosCarnes que se querem e apodrecemMas almas que... Continuar Lendo →

Depois das ruínas

Sobre adentrar recônditos escuros,Espera-me, amor,Que as ruínas são nossasPara compartilharmosDa sede da reconstrução.Há um gosto amargoLançado ao chão?Eu só vejo luminânciaNeste castelo repletoDe teias de aranha.Cada pedaço de madeiraQue despenca na dormênciaDos nossos coraçõesÉ o fogo-fátuo que nos despertaDe uma sombria hipnose.Faz-se um clarão ao longe,No subterrâneo,E há sempre um corpo que jazSubmerso aos pedaços... Continuar Lendo →

Não analise, celebre!

Após o lançamento do documentário Wild Wild Country, Osho virou um dos assuntos mais comentados entre os viciados em séries da Netflix. E também nas redes sociais. Quanto a ele, as questões que fazem com que agora, de uma hora pra outra, estejam pipocando críticos ferrenhos em grau máximo de ódio, são as mesmas que... Continuar Lendo →

Se há cansaço

Se há cansaçoE uma vez vivo, haveráHá também a casaPedaço imenso de confortoSingularQue descansaO que a lida cansaE nos convida a recuarNessas horas pesarosasPouca coisa importaO essencial se portaHorizonte em nobre cenaSob as folhas que balançamPlenas de sua fotossínteseAo céu estreladoFragmento do óbvioQue atrai o homo sapiensDesde o seu primeiro espasmoE o silêncio inquebrantávelDo abraço... Continuar Lendo →

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