Biografia

“Sou eu próprio uma questão colocada ao mundo e devo fornecer minha resposta. Caso contrário, estarei reduzido à resposta que o mundo me der.” (Carl Jung)

Olá! Bem-vindas e bem-vindos à minha casa!

Sou Vanessa, um ser humano inquieto, escritora por vocação, trabalhadora e pesquisadora da psique, da cultura e da arte, e uma mulher em busca do equilíbrio (sempre dinâmico) entre o yin e o yang. Nasci em 19 de junho de 1980, destinada às luzes e às sombras de Gêmeos, Virgem, Câncer e Escorpião, sendo ainda uma aquariana honorária, como me disse, certa vez, um astrólogo querido. Adoro símbolos!

Vim ao mundo na cidade brasileira de Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro, onde vivi minha infância. Desconfio que a poesia das matas e das frias montanhas, aliada ao clima de cidade histórica, foi o que me fez escritora. Aos 9 anos, fui morar perto do mar e me apaixonei por essa “imensidão imensa”, o que me levou depois a mergulhar na poesia de Fernando Pessoa e na de Sophia de Mello Breyner, também em função da minha genealogia. Sou descendente de portugueses da Ilha Terceira, do arquipélago dos Açores, no meio do Atlântico. Se fui lá? Claro! Inclusive, parte da história que conto no meu primeiro livro de ficção, A estrada da saudade, se passa lá.

Na adolescência, morei nas montanhas de Minas Gerais, terra da minha mãe, onde vivi vales e cumes com muita intensidade. Desde os 18, moro na divina loucura do Rio de Janeiro, e já faz um tempo que a coceira da mudança tem me direcionado para outros países. Conheci muitas cidades pelo Brasil e Europa, mas sinto que ainda não encontrei o meu lugar no mundo. Sou alguém em busca do meu lugar, apesar de saber que lar é um conceito mais amplo do que simplesmente o país onde moramos ou a nossa casa. Minha intuição me diz que, em breve, eu talvez venha a viver entre dois países. Quem viver, verá!

Tenho na escrita, na pesquisa e no desenvolvimento de projetos criativos as minhas principais atividades atuais. Por muitos anos, escrevi poesia e até letras de música. Atualmente, me dedico à ficção e, mais especialmente, ao ensaio. O fascínio pelos mitos, as histórias e todas as formas humanas de simbolizar, e uma profunda necessidade de compreensão da natureza humana, me levaram para a arte, a literatura, o estudo das culturas, da história e das religiões. E tudo isso me conduziu ao estudo mais fascinante que sinto que poderia encarar: a obra de Carl Gustav Jung. Conheci Jung aos 21 anos, através do livro da Dra. Nise da Silveira. Depois, li os textos mais introdutórios. Aos 37, quando entrei em profunda crise existencial, comecei a fazer psicoterapia junguiana, o que foi transformador na minha vida desde o início. Em 2020, durante a pandemia, a obra de Jung retornou a mim para ficar. Iniciei uma especialização em Psicologia Analítica no Instituto Freedom, de São Paulo, e comecei meus estudos mais sistemáticos, levando-o para um doutorado. Acredito que a compreensão da nossa psique é uma chave tanto para vivermos a nossa individualidade com plenitude quanto para grandes transformações sociais.

Sou doutoranda em Ciências da Religião na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), pós-graduação das mais respeitadas nessa área no Brasil, onde pesquiso na linha de Filosofia e Psicologia; mestra em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); e bacharel em Produção Cultural pela Universidade Federal Fluminense (UFF). A UFF faz parte da minha vida intensamente. Foi onde comecei a trabalhar como produtora, tive a minha primeira experiência como professora e onde a minha paixão pelo cinema se fortaleceu. Ainda não falei sobre isso, mas eu queria ter estudado Cinema, empreitada que não deu certo. No entanto, fiz várias matérias de cinema na faculdade e trabalhei por quatro anos como produtora do Centro de Artes UFF, onde fica um dos cinemas mais interessantes da cidade de Niterói, o Cine Arte UFF. Eu assistia a filmes quase diariamente nos anos em que trabalhei lá, e produzi a mostra comemorativa dos 35 anos do cinema. Cinema é uma paixão com a qual ainda pretendo trabalhar de alguma forma.

Mas antes de tudo isso, veio o Teatro, minha primeira formação, no Curso de Formação de Atores da UFF. Também estudei canto por alguns anos. Entre minhas outras formações (e diversões, pois amo estudar), estão cursos livres em Psicanálise,  Comunicação Não-Violenta e Biologia Cultural, além de um curso de Economia da Cultura e Cooperação Cultural Internacional na Universidad de Valladolid, na Espanha, como bolsista do Ministério da Cultura espanhol. O curso foi voltado a gestores culturais tanto da Espanha quanto da América Latina, uma experiência riquíssima que vivi!

Desde 2001, também estudo e pratico o Yoga. A cultura védica, antiga cultura da Índia, me atrai especialmente. Cheguei a começar uma formação para ser professora, mas só cumpri um dos dois anos. Yoga é mesmo uma tradição que faz mais sentido para mim da forma como foi ensinada por milênios: diretamente do professor para o aluno. Cursos não necessariamente formam bons professores. Descobri também que não queria dar aulas de Yoga, mas continuar vivenciando o Yoga em mim. Essa longa jornada, uma das mais antigas da minha vida, me trouxe grandes aprendizados e me levou também a estudar sânscrito por um ano e meio. Participei ainda de cursos introdutórios de Vedanta, uma das grandes escolas de autoconhecimento da Índia. Esse é um estudo que eu talvez aprofunde um dia.

Em 2020, lancei meu primeiro romance, A Estrada da Saudade, como e-book Kindle, que será lançado na versão impressa em 2023, logo depois do lançamento do meu quarto livro, um ensaio sobre a arte de viver que leva o nome provocativo de Este não é um livro de autoajuda. Meu primeiro livro, Novelo, foi lançado em 2007 pela Editora Multifoco, uma coletânea de poemas. O segundo, foi publicado em 2013 pela Editora Mundo das Ideias, Poemas em carta e outras poesias. Desenvolvi ainda textos para atuação e declamação, tendo adaptado para monólogo o clássico Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, encenado em 2016, e criado textos poéticos originais que foram interpretados em saraus e também em concertos sinfônicos no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Cidade das Artes e Sala Cecília Meireles.

Por 20 anos, construí uma carreira como produtora, sendo responsável pela coordenação e produção de projetos nas áreas de Música, Literatura, Pensamento, Audiovisual e Artes Cênicas. Fundei e dirigi a empresa de projetos e captação de recursos Trevo Criativo e sou cofundadora da Orquestra Johann Sebastian Rio, da qual fui diretora executiva e assistente artística entre 2014 e 2019. Sou produtora cultural concursada na UFRJ (atualmente em licença), onde trabalhei no Fórum de Ciência e Cultura como coordenadora de projetos e na Escola de Música como diretora de produção da Orquestra Sinfônica.

Como performer e atriz, atuei em montagens independentes com textos clássicos, liderei duas bandas musicais como vocalista e letrista, e interpretei poemas em saraus e concertos com foco na literatura em língua portuguesa. Também atuei como Riobaldo no monólogo adaptado de Grande Sertão: Veredas. Essa foi uma experiência e tanto. Só comparada a quando encarei no teatro o pequeno monge da peça A vida de Galileu, de Bertolt Brecht, um monge físico, dividido entre a fé e a ciência. São dois personagens marcantes na minha vida!

Atuo também como palestrante e como professora em cursos livres. Entre 2007 e 2012, fui professora universitária no Departamento de Arte da Universidade Federal Fluminense e no Bacharelado de Marketing e Entretenimento da Escola Superior de Propaganda e Marketing/ESPM do Rio de Janeiro. Esse foi um período intenso de muito aprendizado.

Em 2020, fundei a Medicina das Palavras, organização de educação, cultura e entretenimento voltada ao autoconhecimento e ao desenvolvimento das relações humanas, movida por um intenso desejo de criar algo meu, que pudesse sintetizar tudo o que eu havia vivido e estudado até então. A Medicina das Palavras é um work in progress que me revela a mim a todo instante.

Por fim, posso dizer que sou devota da natureza em suas expressões múltiplas, e que as montanhas, as matas e o mar sempre me trazem respostas. Meu Deus talvez seja o Deus do filósofo Spinoza, Deus sive Natura (Deus, ou seja, a Natureza). Deus é um mistério, no entanto. Uma resposta que busco dentro de mim…

Créditos da foto: Ana Clara Miranda

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