Enigma da esfinge

rasgo em pedaços a vida rasa
que quer me sufocar no dia a dia
da tua existência em máscaras
da maquiagem bem feita
e da foto perfeita de perfil
bem vi tua perfeição a passear
e roubar tuas sandálias style
comigo, a poesia invade
meu horário de trabalho!
é deusa… e vadia que só ela
me lembra, afinal,
o que é que vale a pena
me depena
para que eu vomite palavras sinceras
e esqueça, para sempre, na mesa do bar
a triste máscara da beleza sem alma
e da cinza eterna alegria falsa
– quanta gente it que nos cerca… –
não tenho que fazer mesura em tua festa
sou poeta!
enquanto a tua trupe repete os prontos versos
tão midiaticamente perfumados,
eu crio o universo!

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