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Homenagem aos tatuís

existe um mundo que é maior que a vida
onde dançam partículas que nada mais são
que a possibilidade e o acontecimento

ainda que maior que a vida
há vida nesse mundo como há água na terra
há forças maiores que nossas vontades cotidianas
porque elas dizem um desejo mais sutil
uma percepção mais fina, um sentir mais aguçado
porque repleto daquela sensação de ver um pôr do sol
que você tem certeza que é o mais belo que já viu
e ninguém pode te dizer que não
aquela sensação de não saber o quê
aquele prazer em não ser e não entender

o barco segue
a vida é sempre maior que o barco
as andorinhas permanecem migrando
os holofotes mantém as cidades acordadas
apagam e acendem no movimento de sempre
pois a luz não importa sem a escuridão

as tartarugas vão nos dizendo da vida como as árvores
e nada mais importa que não seja a alegria
dessa toda amada Terra que reluz azul
que gira bailando
que abre os olhos a cada dia a noite
para sempre ver por perspectivas diferentes:
de sol, de lua, de neblina, de tempestades

o cheiro da alfazema ecoa
damas da noite invadem a moral

e os tatuís…
ah sim, esses seres tão pequenos
nos ensinam muito da grandeza da vida
do movimento do mundo

eles sempre encontram um lar…
em qualquer areia fazem sua casa

cais

um dia vou me lançar ao mar como coisa arremessada
e ai de quem tentar me segurar
irei carregada por uma força não mais temerosa
não incompreendida mais

nesse dia brilhará um céu muito azul,
manta que cobrirá uma revoada de pássaros migrantes
e haverá festas por toda a cidade
bebedeiras, fanfarras, fantasias
música pra todo lado…
não pode nunca faltar a música

e quando todos estiverem em comunhão
sairei de mansinho não querendo ser notada
vestindo apenas uma roupa colorida
e um chapéu de marinheiro

levando uma mala cheia de saudades futuras,
subirei ao cais e partirei

apenas o céu saberá com seus olhos luminosos
o que estará prestes a acontecer
ele será meu guia, amigo e confidente
céu dos papéis que levarei e das garrafas mensageiras

partirei assim,
como partiram naus catarinetas,
navios vikings e piratas
e toda a diversidade de criaturas
que sentem o ar rarefeito da terra

beleza pura

Todos os dias se trabalha
Todos os dias se bebe a cervejinha
Pra esquecer que, todos os dias, não se vive
E as golas das camisas vão assim denunciando o teatro
Muito alinhadas, combinam com as olheiras,
Muito bem delineadas
Porque fracasso é algo que não se pode assumir
É preciso muita maquiagem
As pastas, de tão cheias, quase falam dos fardos que transportam
E as bolsas nos parecem organismos envenenados
Carregando todo tipo de pílulas e aparelhos da felicidade
Enquanto isso a inflação é notícia, a crise se alastra,
As mulheres escovam os cabelos
Mas que mal há nisso? Afinal, somos seres sociáveis,
Precisamos nos preocupar com nossa imagem
E a crise é apenas contingencial
Os cintos vão bem…
Apertando os ventres cultivados com uma indiferença fascinante
Os saltos, esses sim, sabem com é viver
Sustentando essas verdades de bonecas barbies
E, assim, apodrece vida todo dia no estômago do sedentário
Aquele pra quem tanto faz como tanto fez
Conhece?
Vidas que ele não quer saber que mata
Porque, afinal, o que é o outro senão uma ficção!?
Onde vive a beleza então?
Não é na sua camisa Lacoste, arrisco afirmar
Também não é no perfume
Que encobre o cheiro que você não quer sentir
Nem no cabelo escovado,
Na perna falsamente feliz sobre uma agulha
Nos livros do especialista Cury?
No segredo das 100 pessoas mais feliz do mundo?
No desenvolvimento sustentável?
Ok, olhe para o lado:
Vê aquele menino que dorme no chão da calçada?
Vê a garrafa pet boiando na baía habitada?
Vê no espelho uma imagem desfocada, incerta?
Um rosto desconhecido?
Prazer, a beleza é uma peça rara.
Procura-se um colecionador!

rosa dos ventos

navegam sempre em cada corpo
um barco que se resigna e outro que reluz e solta as velas no vento
tenho navegado em busca desses ventos… onde estão?
mareando a cada dia, entre o nascer e o pôr do sol
é por isso que quando a vida se apequena eu corro para o mar
porque tem um mar dentro de cada um de nós
e fico estirada na pedra por instantes em que só há o agora
e tudo ganha um novo colorido e toma novos rumos
é também por isso que não me canso de reverenciar essa força nebulosa

o mar é mais que a água que desforma o planeta e encanta marinheiros
é onde tudo deságua e de onde tudo vem
porque tudo um dia chega no mar
e se não chega, é ele quem vai de encontro
o mar não é tão somente a morada de seres reluzentes
e de uma alucinante profusão de cores
e, mais abaixo, do silêncio ancestral
é também uma condição
ser mar é ser uma força que não se resigna
sabendo o momento de causar tempestades e se acalmar
é terra, e entra nela por todos os lados
a fecunda e a transforma em verde
é a mãe de todos os rios e a grande solidão do poeta
não tem início nem fim
abaixo de tudo há o seu reinado
é a condição única possível para que a vida aflore

agachada na pedra me deixo receber a maresia
e ouvir a voz dessa saudade por onde tantas vidas se perderam e se encontraram
e ainda hão de passar, e nascer, pois tudo nasceu no mar
consigo sentir aquele primeiro pulso e a reação da água
gargalhar de alegria, e chorar
e eu a dormir na pedra só para sentir por mais tempo
“essa imensidão imensa do mar imenso”

o mar não tem fim porque a vida também não
a vida que mexe, vai, vem, se cala e, de repente, estoura
sempre de repente, as surpresas das tempestades…
essa vida sem fim permanece pra sempre como gota desse mar infinito
assim como poeira do universo que também está no mar
elo da terra com o céu

eu, em toda a minha finitude, não posso mais vê-lo
pois sufoca essa indiferença toda do mar
assim, quando cesso de com ele conversar
todo o universo abre-se para mim como quando
abriu-se naquele dia em que o primeiro suspiro se fez sobre estas terras
tão iluminadas de se deitar no mar
e então me torno grande, mesmo diante de todas as montanhas

o mar me diz para atravessá-las e unir-se a elas
como onda arremessada na rocha

é assim que parto para mais um dia,
do qual o fim é sempre um recomeço e uma luta
e de longe eu canto as saudades do passado e do futuro…
todos os dias

Alice desesperada

Antes que a dor se esqueça,
quero chegar ao topo da montanha…
É preciso correr para não sair do lugar!
Antes que a vontade adormeça
a possibilidade da toca…
Beba-me!
Coma-me!
…Imagine fazer mesura
quando se está despencando no ar…
Antes que o espelho se transforme em porta
Antes que o fumo da lagarta se acabe
e mil chapeleiros me sirvam mil chás
Antes que se embaralhem as cartas
Antes do nascer dos porcos e do cantar das morsas
Antes que o ovo me reconheça…
Ah, antes ainda que o sorriso do gato desapareça
Antes que se cortem as cabeças!
Beba-me!
Coma-me!
…Imagine fazer mesura
quando se está despencando no ar…
Ah, é o amor!
É o amor que faz o mundo girar!

Bio e micropolíticas

Nesses últimos dias discuti com meus alunos a idéia de biopolítica como a lógica do estado, de que forma aquilo que Guattari chama de produção de subjetividade capitalística atualiza a biopolítica hoje, e como micropolíticas podem ser práticas efetivas de nos colocarmos como criadores e protagonistas, invertendo a lógica de que o macro (Estado, leis, corporações etc) é a voz que define as necessidades e, assim, ações de intervenção, sejam elas no âmbito social, educacional, da saúde, dos julgamentos etc. Cada turma reagiu de uma forma e enriqueceu a discussão. Porém nenhuma passou sem reagir, o que foi ótimo, pois a aula fica mais intensa e interessante para os dois lados. Muitos questionamentos surgiram na minha cabeça, inclusive de um aluno que questionou até que ponto o meu vegetarianismo não foi capturado por essa subjetividade dominante e se coloca reproduzindo velhas hierarquias e vícios que estão enraizados na nossa sociedade. Algo a se pensar. Ele tem razão ao afirmar que essa captura é possível; a própria categoria “vegetariano” é definida no âmbito das instituições, em relação com elas, inserindo-se como mais um nicho de mercado e muitas vezes não como uma postura ético-estética diante do mundo. E é assim com todas as categorias que são definidas por essa biopolítica para enquadrar os que se encontram fora do ideal de normalidade com o qual ela opera: feministas, gays, negros, criminosos, loucos etc etc etc. Uma reflexão boa seria pensarmos até que ponto os movimentos de afirmação ou defesa dessas categorias não estão reproduzindo lógicas hierárquicas, exclusões e segregações? De que forma operarmos com essas categorias para afirmar outros modos de vida possíveis que não o da subjetividade dominante sem nos deixar levar pela estigmatização, sem nos fecharmos cada vez mais nos guetos identitários que servem muito bem como massa de manobra, como rebanhos reprodutores de certos discursos? A reflexão que tenho feito tb com eles é: não há como trabalharmos com cultura sem considerar quais as implicações políticas (no sentido amplo de política) que a idéia de que cultura que trazemos com a gente tem. Sem considerarmos todos os discursos facistas (tanto de estados facistas quanto os pequenos facismos que vivenciamos muitas vezes no cotidiano, com a família, o amigo, as relações amorosas) que se utilizam da idéia de identidade. Onde estão as brechas para que os diferentes modos de vida possam emergir sem que o estado ou as leis delimitem seu campo de atuação? O que é essa idéia de representação que sustenta o Estado e as instituições? O que é o direito, a polícia, a mídia regulando a nossa vida? De que forma abrir espaços para que a discussão sobre o funcionamento e até sobre a necessidade ou não dessas instituições apareçam? Como e onde abrir espaços para a discussão da auto-gestão, do protagonismo, da possibilidade de uma vida mais criativa e reflexiva, especialmente nos países pobres, onde mal se tem o que comer? Tem um exemplo bem legal que gosto de falar que é o de um grupo de permacultura urbana que trabalha em Santa Teresa que recuperou com a comunidade uma área degradada de uma favela e a transformou em uma horta ecológica comunitária, resolvendo ao mesmo tempo problemas como fome, doenças, degradação ambiental, falta de perspectiva e geração de renda. Tudo isso sem passar pela estrutura Estado-Mercado de Trabalho, não buscando promover uma inclusão, mas criando-se um espaço de atuação. Outras questões que permanecem em mim: como transcender os dogmatismos e pré-conceitos que dificultam nossa capacidade crítica e tb de entendimento do outro? Quais as lutas possíveis para além da luta de classe marxista? As lutas são muitas, a de classe é apenas uma delas. Existem as lutas internas, de subjetividades, com os mercados, com a fome, com os desejos do corpo, com as diferenças… como diz Guattari, os proletários hoje são os marginalizados, excluídos, imigrantes. O contexto é complexo, ao mesmo tempo em que se diluem fronteiras outras nascem. Então, voltando a questão lá de cima, não sou vegetariana, produtora, professora, cantora, aspirante a isso ou aquilo. Sou um corpo que deseja, que é atravessado por discursos o tempo todo, que está buscando a sua forma de atuação ético-estética no mundo que, aí sim, passa pelo vegetarianismo, pela arte, pela reflexão da minha atuação como professora e produtora cultural, pelo questionamento do impacto do meu consumo, pelo yoga, pela minha relação com o meio ambiente e o outro. Sou tudo isso e mais aquilo que não consigo listar, pq o tempo todo estamos sendo atravessados por tudo. Assim, não sou alguém que pode ser engavetado e etiquetado. Não sou cidadã, consumidora, eleitora, algo passível de se tornar estatística. Sou uma pessoa, com tudo aquilo que é próprio de ser gente. E vc?
Alguns trechos de alguns pensadores-interventores…
Negri (em Exílio)
“A biopolítica é essa perspectiva dentro da qual os aspectos político-administrativos se juntam às dimensões democráticas, para que o governo das cidades e das nações possa ser apreendido de maneira unitária, reunindo ao mesmo tempo os desenvolvimentos naturais da vida e de sua reprodução, e as estruturas administrativas que a disciplinam (a educação, a assistência, a saúde, os transportes etc). […] uma vez admitida essa definição, é preciso, contudo, ir um pouco mais longe e perguntar-se o que significa biopolítica quando se entra no pós-moderno, ou seja, nessa fase do desenvolvimento capitalista em que triunfa a subordinação real da sociedade como um todo ao capital. […] o biopolítico mudou de cara: torna-se biopolítico produtivo. Isso significa que a relação entre os conjuntos demográficos ativos (a educação, a assistência, a saúde, os transportes etc) e as estruturas administrativas que os percorrem é a expressão direta de uma potência produtiva. […] o conjunto das forças produtivas, dos indivíduos e dos grupos se torna produtivo à medida que os sujeitos sociais se vão reapropriando do conjunto. Nesse âmbito, a produção social é completamente articulada através da produção de subjetividade”.
Guattari (em As três ecologias)
“Convém deixar que se desenvolvam as culturas particulares inventando-se, ao mesmo tempo, outros contatos de cidadania. Convém fazer com que a singularidade, a exceção, a raridade funcionem junto com uma ordem estatal o menos pesada possível. (…) Tal problemática, no fim das contas, é a da produção de existência humana em novos contextos históricos”.
Foucault (Em Defesa da Sociedade)
“A biopolítica lida com a população e a população como problema político, como problema a um só tempo científico e político, como problema biológico e como problema de poder. (…) Não se trata por conseguinte, em absoluto, de considerar o indivíduo no nível do detalhe mas, pelo contrário, mediante mecanismos globais, de agir de tal maneira que se obtenham estados globais de equilíbrio, de regularidade; em resumo, de levar em conta a vida, os processos biológicos do homem-espécie e assegurar-lhes não uma disciplina, mas uma regulamentação”.

Poesia ingênua

Basta apenas um sorriso
E meu mundo se abre em flor
Basta um som rasgado
Uma voz apaixonada
Basta um suor de desejo
E um fôlego sem fim
Uma luminosidade cara
Uma insanidade rara
Bastam os acordes
E as harmonias de um dia de sol
As chuvas de verão
Os sonhos de calor
Os filmes que eu não vi
Os beijos que virão
E bastam os abraços
Os corpos que se encontram
Os olhares que aprofundam
As forças que juntas se consomem
E então um grito ecoa no ar
E me diz que na vida
Embora existam as saudades
Tudo tem fim na alegria
Que nos jardins de rosas
Todas as dores se transformam
Em luzes que se espalham pelo céu
Que lá fora há um sol gritando por nós
E um planeta que não se cansa de amar
E uma vida que nasce
Intensamente a todo instante
Como a cada instante nascem e morrem
Astros por todo o universo
Como a cada instante damos a luz
A tudo aquilo que fazemos
E a tudo o que o desejo
Conduz e transforma em concretude

Produção cultural

Alunos lá da Faculdade (pra quem não sabe sou professora substituta de planejamento cultural no curso de produção cultural da UFF) pediram para eu escrever um texto para os calouros e para o manual que eles fizeram sobre o curso. Bem legal isso. Estão voltando as boas iniciativas alunescas lá na procult. Fizemos um debate de ex-alunos essa semana e foi bem legal relembrar um monte de coisas. Reproduzo o texto abaixo. Não sei o que acho dele. As vezes gosto, as vezes não.

Acredito que o ofício de produtor cultural é um dos mais abrangentes, porém um dos mais fascinantes e, ao mesmo tempo, mais perigosos que existem, porque podemos ser criadores e mediadores de desejos e políticas.
Assim, cabe a nós, que nos intitulamos produtores, trilhar os caminhos onde queremos atuar. Aqui vale uma reflexão: até que ponto é um produtor cultural aquele que colabora, hoje, na manutenção de instituições e padrões culturais da megamáquina de produção de subjetividade capitalística, para usar uma expressão muito bem vinda de Guattari. Aliás, esse mesmo pensador chegou a afirmar que cultura seria um conceito reacionário, uma vez que é o motor dessa produção de subjetividade.
Falando assim parece até que não temos alternativas. Trabalhamos com cultura ou, pelo menos, com produções simbólicas, semióticas. E aí? Nos serve ainda Guattari e sua idéia das micropolíticas e revoluções moleculares. Sejamos, então, produtores e mediadores de singularidades em contextos micropolíticos que existam baseados não em regras ou leis das máquinas estatais, empresariais ou qualquer outra megamáquina reguladora, mas que se baseiem em desejos e trabalhem com as multiplicidades e as singularidades (e não dicotomias como as de classe ou de bom e mau); que sejam máquinas de singularização, ou contra-máquinas.
Para beber mais desses pensadores autônomos e errantes, que atuemos nas brechas deleuzianas que se abrem no rizoma da existência, para alterar sempre o fluxo do rizoma, ou que sejamos os mediadores daqueles saberes sujeitados (como nos diz Foucault) em séculos de uma história de opressão e supressão desses saberes, tradicionais ou, simplesmente, não enquadráveis.
Quem sabe assim possamos reinventar a política, a empresa e, por quê não, nossa relação com o mundo e com o outro, para que ela seja mais sustentável e rica em cores, cheiros, cantos, danças e do sentimento de amor à vida.
Ser produtor cultural não é ser o técnico que entende tudo de Lei Rouanet. É, antes de tudo, assumir uma postura frente ao mundo, entendendo que nada está dado e sim, que a realidade é um caldeirão de possibilidades de modos de existir a ser talhada, moldada e desmoldada. Eu poderia aqui enumerar as várias qualidades técnicas que um produtor deve ter, assim como sua postura no trabalho e as possíveis áreas em que ele pode atuar, mas não iria acrescentar em nada, pois há quem faça isso melhor que eu. Prefiro uma reflexão, algo tão pormenorizado hoje em dia.
Acredito, desta forma, que a faculdade pode até instigar essa sensibilidade no pretendente a produtor, mas se não estivermos abertos a ela seremos apenas um técnico. Graduado ou não, o produtor cultural que preza seu ofício é aquele que sente o mundo e quer realizar, criar, fazer a diferença. Entrei na faculdade com esse pensamento, deixei de acreditar nele por um tempo. Mas só mesmo a experiência nos traz certezas. O caminho que trilho hoje me devolveu a certeza nele. Certeza essa que pode um dia ir por água abaixo, pois a vida não é nada precisa. Mas vamos viver o presente trabalhando para que sejamos os poetas do amanhã: arautos, músicos, cantores do amanhã[1]. Que possamos preparar uma canção que faça acordar os homens[2]. E deixar que os desejos, os símbolos, as semióticas com os quais trabalhamos construam os caminhos, as pontes e nossa sustentabilidade como produtores. Esse é o horizonte pra onde navega meu barco…


[1] Walt Whitman. Poetas do amanhã. Em Folhas de relva.
[2] Carlos Drummond de Andrade. Canção amiga. Em Antologia poética.