Quero me afogar na chuva como as plantas.
E sentir como um estômago.
Digerindo, produzindo líquidos.
Vomitando e separando nutrientes.
Quero um poço cheio de lama:
misturar-me aos vermes.
Rastejar…
Sou poeta da autoreferênciaInterior de mim
Eu, concreta e neblina
Que carrega a casa nas costas
De um lado a outro me desloco
Caminho lado a lado
E engano
Me engano
Sou de ferro
E de aço
Também refaço
às vezes eu carimbo
às vezes eu datilografo
dura vida de escrivã
dura vida do cotidiano
às vezes eu penso…
às vezes dispenso