Depois das ruínas

Sobre adentrar recônditos escuros,
Espera-me, amor,
Que as ruínas são nossas
Para compartilharmos
Da sede da reconstrução.

Há um gosto amargo
Lançado ao chão?
Eu só vejo luminância
Neste castelo repleto
De teias de aranha.

Cada pedaço de madeira
Que despenca na dormência
Dos nossos corações
É o fogo-fátuo que nos desperta
De uma sombria hipnose.

Faz-se um clarão ao longe,
No subterrâneo,
E há sempre um corpo que jaz
Submerso aos pedaços de ferro.

Mas a luz observa à espreita.
As ruínas oferecem redenção.
Aprecio-as porque desbancam vaidades.

Espera-me, amor!
Vamos recriar a liberdade!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

%d blogueiros gostam disto: